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Formada atualmente por André Paumgartten (voz, programação e theremin), Glenda Maldita (voz), Prixxx (voz), Xandee Farias (guitarra), Formigão (baixo) e JotaErre (bateria), a 808 Punks também passou por uma mudança recente na formação. JotaErre, fundador do MC's HC, entrou para a banda em maio de 2026. Sua estreia aconteceu no Circo Voador, após apenas um ensaio com os demais integrantes. “A química simplesmente apareceu. A sensação foi de que eu já tocava com aqueles caras há muito tempo”, conta. Desde o lançamento do EP, a 808 Punks também ampliou sua circulação internacional. A banda se apresentou no Uruguai, onde a data teve ingressos esgotados, e já tem novo show marcado no país em novembro. Em outubro, o grupo segue para a Alemanha, onde se apresenta pela primeira vez. “Estamos muito empolgados com o show na terra do Kraftwerk e do Einstürzende Neubauten”, revela Formigão. Paralelamente, a banda já trabalha na pré-produção do próximo álbum, que chegará às plataformas musicais em 2027. Para o músico, que também é baixista do Planet Hemp, a experiência acumulada desde a estreia tem fortalecido a formação: “Estamos muito mais entrosados, a estrada nos fez bem. A entrada do JotaErre também fez super bem pra gente, deu um novo gás que precisávamos.” O videoclipe de “Bater Cabeça e Rebolar” reforça a definição que a própria banda adotou para sua sonoridade: Anarkophunk. “A gente chama o que fazemos de Anarkophunk porque existe uma atitude punk na nossa música, mas não aceitamos ficar presos a uma única fórmula”, explica Glenda Maldita. “Misturamos punk, funk, samba, rock’n’roll e música eletrônica para criar uma identidade própria, pesada, dançante e irreverente.” Prixxx completa: “Falamos de temas atuais, conscientização, poder feminino, valorização da classe trabalhadora e questões sociais, mas fazemos isso sem abrir mão do humor ácido.” André aponta MCs HC, Comunidade Ninjitsu, Bonde do Rolê e o DeFalla como influências claras da mistura entre o rock e o funk, mas ressalta que a banda “puxou o papo mais pro subúrbio carioca mesmo, juntando com samba de quadra e funk de baile que é a coisa mais punk do mundo.” Para o músico, essa combinação também está relacionada à própria origem do punk: “Punk é coisa criada por suburbano, operário, desempregado, estigmatizado e tanto o DIY quando o NO FUTURE tem muito a ver com o funk, o samba de quadra e o subúrbio carioca.” É a partir dessa perspectiva que a banda define sua sonoridade como Anarkophunk. “A gente é carioca e não dá pra negar nossa realidade, sons, cheiros e sabores.”
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